É comum durante o namoro que o futuro casal só se encontre em condições ideais, ou seja, marcam encontros para o qual ambos tomam banho e se produzem. Com o correr do tempo vão se conhecendo melhor e se encontrando em situações do dia-a-dia, até que resolvem se casar.
Quando os dois “jogaram limpo”, ou seja, mostraram-se da forma como realmente são, evitando “fazer tipo” na tentativa de “conquistar” o outro, tudo pode e deve correr bem, mas se por acaso durante o namoro um dos dois ou mesmo ambos assumiram uma postura artificial, o casamento é apenas o início de um pesadelo que pode culminar no divórcio.
Não existem técnicas para se conquistar ou “prender” alguém e vejo em muitas revistas “especializadas” cartas de leitores e leitoras desesperados atrás de conselhos sobre o que fazer para manter ou atrair a atenção do namorado ou namorada. Sempre acreditei que o melhor é cada um ser o que realmente é, mostrar-se inteiro, sem “maquiagens” ou máscaras, porque essas não resistem muito tempo, caem logo nos primeiros dias de convívio.
Meu marido, por exemplo, contou-me que em certa ocasião sua então namorada (e agora ex-mulher) o esperou lendo um livro – e de óculos. Ele estranhou e ela esclareceu que o óculos era “só para leitura”. Tempos depois ele veio a descobrir que ela emprestara tanto um quanto o outro de uma amiga, e em 18 anos de casamento jamais pegou em um livro, a não ser para colocá-lo em seu lugar durante a arrumação da casa.
Para manter a “farsa”, já imaginaram que ela teria que ler (e usar os tais óculos) durante anos a fio? Isso seria humanamente impossível, não é mesmo? Portanto o melhor é cada um se mostrar exatamente como é e se o outro por acaso vier a amá-lo você sempre terá a certeza de que se apaixonou por você, e não pela imagem criada na tentativa de conquista.
(zailda coirano)
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